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Sífilis: Vamos entender?

A sífilis é uma doença infecto-contagiosa, exclusiva do ser humano, conhecida desde o século XV. Porém, a sua existência e formas de contaminação ainda gera muitas dúvidas atualmente.

Sua forma mais comum de contágio é através da relação sexual, por isso ela é considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmissível).

Basicamente, ela é causada por uma bactéria chamada de Treponema Pallidum. Um dado curioso sobre a bactéria é o fato dela ter sensibilidade ao ambiente, mas poder sobreviver até 10 horas me ambiente úmido.

As mudanças na sociedade e no comportamento sexual, a partir dos anos 70, tem elevado o número de casos da doença, segundo pesquisa do Instituto de Dermatologia do Rio de Janeiro.

Transmissão:

Sua principal forma de transmissão é através da relação sexual, através do contato com as lesões contagiantes, chama de sífilis adquirida. Pode ser transmitida também ao feto de uma mãe diagnosticada com sífilis e não tratada, sendo assim a sífilis congênita. Além destas formas, também poderá ser contraída por transfusão sanguínea.

Nos casos das gestantes diagnosticadas com sífilis, e não tratadas, a infecção do embrião pode acontecer em qualquer fase do período gestacional.
Importante: o uso de preservativo é fundamental para evitar a doença.

Sintomas:

Os sintomas mais comuns são as feridas, normalmente únicas, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele).
Normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 90% dos casos, a manifestação das lesões ocorre na região genital.

A doença possui 3 fases: primária, secundária e terciária.

Na sífilis primária, após o contato em relação sexual infectante, possui um período de incubação de 10 a 90 dias. Nos casos mais comuns as lesões aparecerem em até 3 semanas. Estas lesões, chamadas de cancros, são as “bolinhas” duras com aspecto avermelhado na região genital. Mesmo com o fato de as lesões sumirem em poucas semanas, é fundamental que o tratamento seja realizado.

Já na sífilis secundária, os sintomas podem aparecer entre 6 semanas e 6 meses após a infecção. As lesões são tipo rosáceas, não elevadas, febre, mal-estar e dores de cabeça. Em alguns casos, se manifestam como alopecias, bolinhas avermelhadas em várias regiões da pele, nos pés e mucosas. Nestes casos também desaparecem espontaneamente.

Por fim, a sífilis terciária, ocorre em torno de 30% dos casos não tratados, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2015). Este tipo pode aparecer de 2 a 40 anos após o contato. Numa forma mais agressiva, ela se caracteriza por lesões na pele mais nodulares, avermelhadas e/ou escurecidas, podendo também atingir as regiões nervosa, cardiovasculares e ossos.

Não fique na dúvida, seu urologista irá lhe ajudar.

Diagnóstico:

Os exames laboratoriais, solicitados pelo seu médico, são as formas mais simples de detecção da doença, de acordo com o estágio que o paciente apresenta.

Independentemente do tipo da fase da doença (primária, secundária ou terciária), onde existem as evidências de lesões na pele e regiões genitais, o diagnostico poderá ser direto, ou seja, através da demonstração da bactéria.

Também poderá ser utilizada a sorologia, como forma de detecção, após a terceira semana do aparecimento dos cancros.

Nos casos da sífilis congênita, adquirida pelo feto na gestação, é possível realizar testes sorológicos com o sangue do cordão umbilical e sangue periférico do recém-nascido.

Tratamento:

Fique tranquilo pois a doença tem cura!

O diagnóstico e tratamento precoce é fundamental.

Atualmente o tratamento é realizado com penicilina benzatina (benzetacil). Com a sua utilização, demonstra-se uma rapidez de resposta à droga, como consequência a regressão das lesões primarias e secundárias com apenas uma dose!

Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, com a penicilina benzatina. Este é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical, ou seja, de passar a doença para o bebê.

Existem outras drogas que podem ser utilizadas no tratamento, como a ceftriaxone e azitromicina, mas nenhuma com respostas tão eficazes quanto à penicilina.

Evite ser atingido por esta doença, o sexo seguro é muito mais prazeroso.

A melhor forma de evitar a doença é a prevenção. Por isso é muito importante a consulta regular ao seu urologista.

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Dr. Filipe Madeira Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010). Atualmente é Cirurgião Geral – Plantonista no Hospital São Camilo de Esteio. Tem experiência na área de Cirurgia Geral, com especialização em Urologia; Especialização em Urologia pelo Grupo Hospitalar Conceição em 2018 (Porto Alegre – RS); Curso de especialização em vídeocirurgia urológica pelo IRCAD América Latina.

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Filipe Madeira - Doctoralia.com.br